‘ Foi no mês que vem

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Retrocedendo, sedendo às essências, sou feita de gratidão,
da contramão disso tudo que me rodeia e insiste em me estontear.
Os segundos tem passado com calma, os antigos filtros aparecendo
lentamente, debaixo de toda essa poeira que é deixar de acreditar
nos sonhos. Naquele retrovisor, aquelas todas luzes,
aquelas todas vidas, sejam elas vivas ou mortas, estão na via.
Aquela melodia, daqueles bares escuros, daquela cidade acinzentada,
daquela gente toda só, daquela sensação tão infinita, tão milimetricamente
na rima.

Será que ainda busco personagens? Ou será que já posso contar a minha história?
Será que ainda preciso de máscaras? Será que ainda quero o que não sei dizer?
Será que ainda tenho medo do que quero? Será que aceito ter tudo isso?
Será que já compreendo um elogio? Será que aceito a alegria de ser feliz como se é?
Será que o medo vai embora?

Quero.

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